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Startups investem pesado em tendências SEO para se adequar ao novo mercado tecnológico

via Portal Terra

Atualmente, para fazer parte de qualquer mercado que seja é preciso se adequar às novas exigências tecnológicas. Para isso, não basta colocar uma website no ar e participar de redes sociais, é preciso mais que exposição.

De acordo com as novas tendências SEO 2019 divulgadas pelo Google recentemente, é preciso seguir à risca diretrizes básicas para se manter bem ranqueado, de forma orgânica, no buscador. E quem não fizer isso rapidamente, vai começar a sofrer as consequências mais rápido ainda.

Algumas dessas atualizações foram previamente anunciadas, caso da Mobile-First Indexing e da Mobile Page Speed, entre outras. Já a Medic Update, por exemplo, pegou muita gente de surpresa e causou uma reviravolta na forma como devemos abordar nossos conteúdos de “qualidade” daqui para frente.

Assim, é com base nessas atualizações SEO e novas tendências que vamos abordar como as startups e grandes empresas estão se virando para se adequar a todas essas novas exigências tecnológicas para se manter no topo do mercado.

Como se adequar às novas tendências SEO para 2019

De uns anos para cá já deu para perceber que a tecnologia SEO não é algo estático; pelo contrário, ela está em constante movimento através de atualizações cada vez mais frequentes. Assim, para se manter no topo dos principais motores de busca, é preciso estar sempre atento às tendências de otimização web.

Isso porque os critérios de ranqueamento do Google mudam em tempo integral, e a cada ano, desde 2010, são divulgadas as melhores práticas de SEO do ano, antevendo as novas tendências nos anos seguintes.

Eis o que podemos esperar das novas tendências de SEO para 2019, e o que as grandes empresas e startups estão fazendo para se adequar a elas:

E-A-T (Expertise, Authoritativeness and trustworthiness)

Não basta apenas colocar o site no ar, agregar conteúdo em redes sociais e investir em marketing virtual, aumentar o reconhecimento e a autoridade da marca já se tornou ainda mais importante.

Essa foi uma das previsões em 2017 que se concretizou em 2018, principalmente após a Medic Update, que penalizou milhares de sites por seus conteúdos sem relevância ou autoridade médica comprovada no assunto, especialmente os nichos de saúde, medicina, bem-estar e fitness.

Desde então, o E-A-T (sigla em inglês para “expertise, autoridade e confiabilidade”), forma como o Google avalia um site e o seu conteúdo, passou a ser uma estratégia SEO extremamente importante para qualquer mercado, pois conteúdo tem sido o principal critério de classificação do Google.

Assim, a partir deste ano, uma de suas diretrizes deixa claro que conteúdos relevantes e de autoridade comprovada terão ênfase na construção da reputação da marca para se chegar e se manter no topo dos resultados orgânicos de todos os buscadores, não só o Google.

Como fazer isso? Há diversas formas de se tornar autoridade em um assunto e manter uma boa reputação na web. Uma delas é publicando conteúdos relevantes de alto valor com respaldo técnico e profissional, escritos com embasamento de fontes e assinados por autores especialistas na área.

Várias websites já mudaram o seu comportamento quanto à isso, basta notar as áreas em destaque com um breve perfil profissional dos autores, comprovando a autoridade deles no assunto.

Indexação Mobile-First

Em 2018, o Google começou a colocar em prática o chamado Mobile-First Indexing, afinal, os dispositivos móveis agora representam quase 60% de todo o tráfego na internet, um número que só tende a crescer nos próximos anos.

Assim, a estratégia SEO é priorizar os dispositivos móveis ao construir um site responsivo tanto para desktop quanto para a plataforma móvel. Ou seja, que não seja só funcional para desktop ou dispositivos móveis, mas também que tenha uma velocidade de navegação rápida em ambos.

Apesar de não existirem ranqueamentos diferentes para celular e desktop. Na prática, os sites devem ser otimizados para serem lidos em todas as plataformas móveis (celulares e tablets), senão irão perder posição no Google.

Portanto, a expressão mobile-first está se tornando mobile-all, já que a maioria das pessoas acessam conteúdos diariamente apenas pelo celular. Para se adequar, basta garantir que o seu conteúdo (texto, imagens, vídeo etc.) estejam estruturados e possam ser abertos em mobile em tempo real, com carregamentos cada vez mais rápidos.

Voice Search – Busca por voz

Desde a criação da busca por voz Siri nos iPhones, que a tendência já se espalhou por todas as plataformas, se tornando mais que um recurso, mas um comportamento frequente entre as pessoas. De acordo com dados divulgados pela KPCB em artigo na Econsultancy, a partir de 2020 50% das buscas serão por voz.

O Google também realizou estudo concluindo que 55% dos adolescentes e 41% dos adultos usam busca por voz diariamente. Para completar o cenário, um estudo similar conduzido pela Stone Temple em 2018, relatou que 61% pessoas entrevistadas se utilizam a “Hey Siri” ou o “Ok Google”.

E se você pensa que os assistentes virtuais inteligentes se limitam apenas ao iOS ou Google, engana-se. A gigante Amazon já entrou no mercado com o recurso de pesquisa por voz Alexa em seus aparelhos Amazon Echo e Echo Bot.

Portanto, é preciso deixar de depender apenas de ferramentas de pesquisas de palavras-chave, e passar a conversar diretamente com clientes e consumidores. Uma das estratégias é otimizar sua busca local como o primeiro passo para começar a se adequar à nova tendência, visto que segundo a Bright Local, 46% das buscas por voz são por negócios locais.

Outra opção é criar uma sessão de FAQ (páginas de perguntas e respostas), chatbots e fóruns, além de tornar o site responsivo, já que essas buscas são essencialmente feitas por dispositivos móveis.

Muitos portais investem em áreas de Central de Ajuda ou Fóruns de discussão para promover a interação de usuários e técnicos na solução de problemas em tempo real, principalmente os portais tecnológicos, como Mania de Celular, entre tantos outros exemplos.

Features Snippets

Os Featured Snippets (Posição Zero) e Rich Snippets (resultados com estrelinhas) são outra tendência SEO para 2019 e os próximos anos. Eles são fundamentais para quem busca um bom ranqueamento no Google, mas o mais importante é que eles ajudam os bots a rastrear e a compreender o conteúdo de página com mais facilidade.

Os snippets são os resultados que aparecem em quadros de destaque, acima da primeira posição das buscas orgânicas, quando você pesquisa algo. Por isso, são considerados a posição zero, ao mostrar um trecho do artigo sobre o que está sendo buscado.

Portanto, esse é o espaço mais nobre a ser conquistado, e apenas uma parte das buscas conta com respostas em snippet. Além disso, quem ocupa o snippet é a mesma página que aparece entre as cinco primeiras posições nas SERPs (páginas de resultados de buscas orgânicas). Assim, a grande vantagem de estar no snippet é ter dois links em destaque na SERP em vez de apenas um.

Como se conquista o espaço ainda é um mistério, mas sabemos que o destaque relaciona-se ao conteúdo que responde de maneira sucinta, clara e com autoridade o assunto buscado. Ou seja, um conteúdo bem organizado, relevante e de autoridade máxima no assunto tem mais chances de conquistar esse espaço.

UX e Acessibilidade

Por fim, o básico de todas as estratégias SEO, mas não menos importante. UX (user experience) nada mais é que a experiência do usuário dentro do site, que vai muito além do tempo de carregamento.

Em toda a concepção do site e ajustes de performance, a experiência do usuário deve ser sempre considerada, incluindo desde a pesquisa de palavras-chave, a navegação interna até a publicação do site. Sendo assim, SEO e UX devem estar totalmente interligadas.

De acordo com John Mueller, porta voz do Google Search Quality Team, o foco será sempre oferecer uma ótima experiência para os usuários. Isso porque o “RankBrain”, sistema de machine learning, existe para permitir que o Google imite o comportamento humano ao ranquear os resultados de buscas orgânicas, incluindo a UX.

A melhor forma de se preparar para essa tendência é otimizar os campos meta e de cabeçalho, além de dar atenção especial à usabilidade da página através da sua navegação e formatação de todo o conteúdo publicado.

A tagline do projeto Google Accessibility, que promove a criação de sites e apps mais acessíveis, enfatiza a necessidade de uma “web para todos”. Sendo assim, se o Google valoriza sites com boa experiência para o usuário, a acessibilidade como fator de ranqueamento também deve ser priorizada.

A acessibilidade como estratégia de ranqueamento ainda não foi confirmada oficialmente, mas tudo indica que deverá ser levada em consideração daqui pra frente.

Inteligência Artificial (AI)

O Google utiliza inteligência artificial para colocar em prática todos os seus algoritmos de ranqueamento. Sendo assim, várias startups já estão investindo em inteligência artificial, de inúmeras formas, para aumentar a acessibilidade à informação de seus usuários, mas também como estratégia SEO de melhor ranqueamento.

O Vidanimal, site de informações sobre cachorros e outros animais, incorporou já faz algum tempo o serviço de conversão de textos em áudio aos seus artigos para trazer traduções eletrônicas de melhor qualidade e facilitar o acesso ao seu conteúdo.

O recurso, criado pela gigante de tecnologia Amazon, permite a conversão de textos em áudio, assim como escolher as vozes dos locutores em vários idiomas diferentes para que a matéria publicada convertida possa ser ouvida em tempo real ou baixada em formato MP3 e ser ouvida depois.

Já está mais que provado que o engajamento e a experiência do usuário é mais satisfatória quando as suas necessidades são atingidas de forma rápida e prática. Além disso, o consumidor está muito mais acostumado a aplicativos de mensagens com recurso de áudio.

A experiência permite uma interação bem mais fluída e automatizada sem perder o calor humano de uma conversa real. Já o áudio-post usa tecnologias avançadas de aprendizado profundo para sintetizar o texto em falas que soam de forma realista imitando a voz humana.

O recurso promete ajudar na distribuição de informação mais acessível em forma de discurso para deficientes visuais, ajudando pessoas com perda da visão a consumir o conteúdo publicado no site. Outro exemplo são artigos no site do Jornal O Globo.

Isso permite acessar o conteúdo de forma bem mais rápida em situações em que a leitura esteja impossibilitada, como por exemplo, no smartphone enquanto exercendo outras atividades.

Conclusão

Como se pode perceber, muitas dessas tendências refletem exatamente o comportamento atual da maioria das pessoas ao interagir na web, seja pelo “Mobile All” ou pelas buscas por voz.

Sendo assim, o Google e todos os outros buscadores irão acompanhar, antes de mais nada, as tendências desse comportamento humano para oferecer as melhores experiências.

Portanto, se você não quer ficar de fora do mercado, esteja você também sempre atento ao melhor que se pode oferecer em termos de conteúdo e experiência ao usuário.

Fonte: Portal Terra | https://www.terra.com.br

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